Operação cumpre 6 mandados em Tupi Paulista e investiga asilo ligado a vice-prefeito afastado
13/03/2026
(Foto: Reprodução) Asilo em Tupi Paulista (SP) ligado a vice-prefeito é investigado
Aline Costa/TV TEM
A operação “Mágicos de Oz”, deflagrada nesta sexta-feira (13), trabalha com a suspeita de que parte dos recursos desviados em um esquema instalado na Delegacia Regional Tributária de Osasco (DRT-14) tenha sido enviada para Tupi Paulista (SP) para aplicação em empreendimentos e empresas locais. A informação foi apurada pela TV TEM no local.
O vice-prefeito de Tupi Paulista, Frederico Marquezim Gonçalves (PSD), foi afastado do cargo pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), que investiga um esquema de corrupção, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro.
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Nesta sexta-feira (13), equipes policiais cumpriram seis mandados de busca e apreensão em Tupi Paulista. Durante as diligências, foram recolhidos documentos relacionados a empreiteiras e construções, que devem auxiliar na apuração sobre possíveis investimentos realizados com recursos de origem ilícita.
O principal investigado é um auditor fiscal preso em Valinhos (SP). De acordo com as informações obtidas pela reportagem, ele possui familiares em Tupi Paulista, entre eles pais, esposa e cunhado, o que teria facilitado a movimentação de recursos para o município.
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A investigação aponta que o dinheiro poderia ter sido aplicado em empreendimentos residenciais e empresas da cidade. Entre os locais citados nas apurações está um asilo, cuja estrutura chamou atenção por ser considerada acima do padrão comum do município, levantando suspeitas sobre a origem dos recursos utilizados.
O vice-prefeito de Tupi Paulista foi afastado do cargo porque é sócio do asilo investigado. A medida foi adotada para evitar interferências nas investigações e permitir a apuração de uma possível ligação com o esquema.
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A reportagem apurou que o vice-prefeito também é proprietário de uma farmácia na cidade, onde foi localizado pela polícia durante as diligências. Ele foi ouvido e permaneceu no local após a conversa com os agentes. Até o momento, não há informação sobre advogado constituído para representá-lo.
A equipe de reportagem busca um posicionamento do vice-prefeito e dos responsáveis pelo asilo citado na investigação.
O que diz a prefeitura?
Por meio de nota, a Prefeitura de Tupi Paulista informou que tomou conhecimento, na manhã desta sexta-feira (13), da operação realizada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) que resultou no afastamento do vice-prefeito do município.
Segundo a administração municipal, a investigação citada não possui relação com a gestão da Prefeitura de Tupi Paulista.
A prefeitura também afirmou que reafirma o compromisso com a transparência, o respeito às leis e a colaboração com as autoridades responsáveis pela apuração dos fatos.
Operação 'Mágicos de Oz'
A ação foi realizada por meio do Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Polícia Civil e do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), da Polícia Militar. As equipes estão concentradas na Delegacia de Polícia Civil de Tupi Paulista.
Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Osasco, Valinhos e Tupi Paulista. A Justiça também determinou o afastamento de quatro agentes fiscais de renda de suas funções.
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Segundo o Ministério Público, as investigações identificaram um esquema instalado na Delegacia Regional Tributária de Osasco (DRT-14). A apuração teve início a partir de achados da Operação Ícaro.
Combate a crimes tributários
A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) informou que, por meio da Corregedoria da Fiscalização Tributária (Corfisp), atua desde a deflagração da Operação Ícaro, em agosto de 2025, em conjunto com o Ministério Público, colaborando com as investigações.
Segundo a pasta, como integrante do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-SP), a secretaria tem atuado em diversas frentes e operações de combate à sonegação fiscal, à lavagem de dinheiro e a ilícitos contra a ordem tributária, em parceria com os órgãos responsáveis pela operação deflagrada nesta sexta-feira.
A secretaria também informou que 33 procedimentos administrativos estão em andamento contra servidores, com o objetivo de apurar possíveis envolvimentos em práticas ilícitas. De acordo com a pasta, esses procedimentos podem resultar, inclusive, em demissão a bem do serviço público, sem prejuízo da abertura de novos processos a partir do avanço das investigações.
Por fim, a administração fazendária afirmou que reafirma o compromisso com valores éticos e com a justiça fiscal, repudiando qualquer ato ilícito e se comprometendo com a apuração de eventuais desvios, nos termos da lei.
Equipes estão, nesta sexta-feira (13), concentradas na Delegacia de Polícia Civil de Tupi Paulista (SP)
Aline Costa/TV TEM
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